Olha o chato aí de novo…

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Eu já falei aqui da gentileza urbana no trânsito, e como muita gente provoca a ira alheia ao adotar uma postura bastante egoísta ao volante ou ao guidão. Volto ao tema por um outro prisma. Não é só questão de ser solidário ou não com quem está em volta, mas acima de tudo uma necessidade no caos nosso de cada dia que se transformou a tarefa de dirigir ou pilotar nas metrópoles.

Não é preciso ser especialista para descobrir como a coisa mudou nos últimos anos. Antes havia hora do rush; agora o difícil é encontrar vias com tráfego fluindo sem espera ou engarrafamentos. Qualquer situação que saia do esperado provoca um efeito dominó, que reflete muitas vezes por quilômetros de distância.

E sair do esperado não é apenas um acidente; chuva, problema no asfalto ou na sinalização. Hoje basta bem menos: um motorista que não entende que a faixa da esquerda é a mais rápida; outro que insiste em dar atenção ao celular esquecendo-se de todo o resto; o motociclista que acha que tem direito adquirido de passar como e por onde entender. E, de uns tempos pra cá, surgiu uma turma que chama a atenção: motoristas e entregadores dos aplicativos. Gente que faz um trabalho digno e importante mas, que por motivos lógicos, as vezes também atrapalha. Como têm pouco tempo de praça normalmente e não conhecem tão bem toda a cidade, dependem muito dos mapas virtuais. Que nem sempre acertam. Fica aquele para e anda, aquela procura pelo endereço certo, e quem está atrás que se vire.

E há quem faça conversões proibidas, quem insista (e aí a turma das duas rodas é campeã) em pegar ‘só um quarteirãozinho pela contramão’, ou a turma da fila dupla nas portas de escola. O resultado para quem está no entorno a gente sabe: espera, irritação, trânsito travado, cruzamento bloqueado, fluxo interrompido.

Eu sinceramente queria saber o que passa pela cabeça das pessoas quando ignoram que são parte de um coletivo, que suas ações e escolhas respingam em muita gente. Exagero? Pode já ter sido, agora não é o caso. Cumprir o Código de Trânsito Brasileiro é obrigação, mas algumas regras não estão escritas, e são igualmente importantes. Está mais lento? Mude para a faixa à direita. Quer achar algo? Então pare onde possível e libere a via. Sei que acabo sendo chato ao insistir, mas muito mais chato é fazer tudo direitinho e encontrar quem insista em ignorar tudo o que faz o trânsito fluir, pode ter certeza.

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