Acordo automotivo EUA/México: bom para o Brasil

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Depois de literalmente aterrorizar os executivos das montadoras instaladas nos Estados Unidos com a ameaça de aumento de impostos para os veículos produzidos em vizinhos como o México, finalmente o presidente Donald Trump acenou com uma medida positiva, que pode ter efeito benéfico também para o Brasil. Encerrado o acordo comercial do NAFTA (North-american Free Trade Agreement, ou acordo de livre comércio da América do Norte), norte-americanos e mexicanos assinaram um novo documento que isenta de taxas extras os modelos com pelo menos 75% dos componentes originários de um dos países. Além disso, praticamente a metade das peças tem de ser fabricada por funcionários que ganhem pelo menos US$ 16/hora. Falta apenas a assinatura do Canadá, que conta com fábricas das principais produtoras.

E por quê o consumidor brasileiro pode sair ganhando, apesar da previsão de ligeira alta nos preços (por conta da exigência dos maiores valores salariais)? Ocorre que montadoras como Ford, Honda e Toyota planejavam transferir a produção de veículos feitos no México (com quem o Brasil tem acordo de redução de impostos) para solo norte-americano, o que os deixaria ainda mais caros e poderia desencorajar a importação. Vale lembrar que, entre outros, Nissan Sentra, VW Jetta, Ford Fusion, Honda Accord e CR-V vêm do país latino.

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