Apesar de protelada, obrigatoriedade do ESP é uma ótima notícia

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Sopa de letrinhas: apesar de atender por diversas denominações, o ESP atual da mesma forma, evitando derrapagens e "trazendo" o veículo de volta à trajetória
Sopa de letrinhas: apesar de atender por diversas denominações, o ESP atual da mesma forma, evitando derrapagens e “trazendo” o veículo de volta à trajetória

No último dia 16, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou a obrigatoriedade do controle eletrônico de estabilidade (ESP) em todos os modelos vendidos no Brasil, a partir de 2020. Seu implemento ocorrerá em duas fases, inicialmente apenas para veículos novos ou versões que tragam mudanças extensivas – aqueles com necessidade de nova homologação – e, a partir de 2022, para todos os automóveis produzidos no país. O que pouca gente sabe é que o ESP é o item de segurança ativa mais importante da indústria automotiva, o único dispositivo capaz de evitar que o exagero do condutor acabe, sempre, da pior maneira possível.
Manter o carro sob controle, depois de um golpe brusco na direção, não é tarefa fácil e se o veículo estiver em alta velocidade, as chances de essa manobra terminar em acidente são grandes. Bom, é aí que o ESP entra em ação.
O sistema desenvolvido pela Bosch fica permanentemente ativo e seus sensores conferem, 25 vezes por segundo, se a trajetória real do automóvel corresponde aos movimentos do motorista ao volante. Sempre que detecta uma derrapagem, o ESP aciona o sistema de freios, com intervenções seletivas em cada roda, para “trazer” o veículo de volta ao curso desejado – obviamente, dentro dos limites da Física. Sensores de aceleração lateral, de velocidade – das rodas – e ângulo de direção calculam a trajetória que o motorista pretende seguir, reduzindo, substancialmente, sua dificuldade de controlar o automóvel em situações críticas.
Resumindo, se seus sensores inteligentes detectarem a perda de controle do veículo, o ESP intervém reduzindo a potência do motor para recuperar a estabilidade e, caso isso não seja suficiente, ele freias as rodas individualmente (integrando o ABS e o controle de tração), induzindo um movimento contrário ao da derrapagem. A sopa de letrinhas das montadoras batiza o sistema com várias outras siglas e denominações, como DSC, DSTC, VDC, VSC, StabiliTrak, VSE e PSM, mas o importante é saber que todas elas cumprem a mesmíssima função.
Também é importante frisar que o ESP não pode ser instalado em um modelo que não o ofereça como item de fábrica e, da mesma forma que o ABS, não é preciso mudar seu jeito de guiar para usufruir de seus benefícios.
Apenas para o leitor ter uma ideia da importância do ESP, estudos feitos pela Universidade de Colônia, na Alemanha, mostram que pelo menos 40% das fatalidades registradas na Europa são decorrentes de acidentes que começaram com uma derrapagem. Ao reduzir em até 80% esse tipo de ocorrência, a tecnologia da Bosch evita, anualmente, que 100 mil pessoas tenham qualquer tipo de ferimento, poupando outras 4.000 vidas – isso, só no Velho Continente. Apesar de protelada, sua obrigatoriedade é fundamental para redução, pelo menos parcial, dos números de mortes também no trânsito e nas estradas brasileiras.
Confira no vídeo original (traduzido em português), como essa tecnologia atua para reduzir os efeitos tanto das desgarradas de frente (subesterço) como das de traseira (sobresterço):

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