Avaliação Fiat Toro Freedom 1.8 AT6: o único problema é o apetite

Rodrigo Gini
0 345

Ela não precisou de muito tempo para se tornar destaque no mercado automotivo brasileiro. Lançada em 2016, a Fiat Toro encontrou seu espaço com uma proposta inédita e um retorno no tempo. Totalmente nova foi a ideia de desenvolver uma picape não sobre um chassi de longarinas, mas sobre uma plataforma completa – no caso, a mesma do Jeep Renegade. O aceno ao passado veio com dimensões menores que as dos modelos de uma tonelada de carga, que cresceram ao longo dos anos e estão cada vez menos à vontade no trânsito urbano.

As linhas chamaram a atenção desde o início como um dos grandes acertos recentes do Grupo FCA. A dianteira com os pequenos farois que emolduram o escudo da Fiat e a grade inferior. Na traseira, as lanternas quadradas e a porta com abertura bipartida. E o interior que é muito mais de carro de passeio do que de comercial leve. No segmento, aliás, a Toro só tem perdido em vendas para a ‘irmã menor’ Strada. E fez com que a concorrência se mexesse – Volkswagen (Tarok) e Ford (Courier ou Maverick) se mexem para lançar propostas semelhantes, de olho em uma fatia do mercado.

O Seminovos Notícias teve a chance de avaliar a versão Freedom 1.8 AT6 4×2, equipada com o pacote de opcionais S Design – rodas de liga leve escurecidas aro 16; Santo Antônio e estribos laterais em preto; faixas adesivas no capô e na porta traseira; além do interior escurecido e dos bancos de couro com novo desenho. Sob o capô está o mais que conhecido quatro cilindros em linha 1.8 eTorq Flex, de 139cv e 19,3kgf.m.

A suspensão traseira multilink e a construção em monobloco garantem um rodar tranquilo e bem menos chacoalhante do que nas picapes de uma tonelada de carga. O câmbio automático com acionamento por borboletas junto ao volante é bastante preciso e ágil nas mudanças de marchas. O torque para as retomadas é mais que razoável, embora não se aproxime do proporcionado pelo motor diesel. O desempenho não é empolgante, mas suficiente para o conjunto, tanto mais sem a tração integral – não custa lembrar que estamos diante de um veículo de 4,91m de comprimento e peso superior a 1.800kg.

No interior também fica cristalino o sucesso da proposta da Fiat. Espaço bem dividido, acabamento justo, comandos intuitivos e de fácil alcance, com destaque para a central multimídia e o ar condicionado dual zone. Entre os auxílios à condução disponíveis a câmera de ré, o assistente de partida em subida (hill holder) e o sensor de pressão dos pneus. Na caçamba é possível levar 820 quilos de carga sem dificuldade.

Com o pacote S-Design e os acessórios incluídos, a versão testada tem preço na casa dos R$ 120 mil, na linha do que é oferecido. Se há um ponto negativo a destacar, certamente é o consumo do motor, obrigado a trabalhar a plenos pulmões para empurrar a picape. A média de consumo mista, com etanol, ficou na casa dos 4 quilômetros por litro. Sinônimo de visitas constantes ao posto, o que é sempre algo a levar em conta. No mais, agradou e justificou o sucesso do modelo.

 

 

você pode gostar também

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais