Espero ou compro já?

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Não é segredo para ninguém que os dois modelos mais vendidos no país nos últimos anos ganham sua segunda geração em breve, sete anos depois de chegar às ruas. O Chevrolet Onix e o Hyundai HB20 ganham uma rejuvenescida no tempo considerado padrão pela indústria automobilística, ainda que os atuais sigam mantendo o fôlego e puxando a fila de emplacamentos.

É exatamente onde eu queria chegar nessa coluna: muitas vezes as revistas especializadas gostam de fazer matérias com o título de “Espero ou compro já?”, mostrando os prós e contras de escolher uma opção já no mercado ou aguardar por um lançamento (que muitas vezes pode ser de uma marca rival, não necessariamente a  nova ‘encarnação’ de um modelo).

Pois aproveitando a deixa, me veio a ideia de tentar responder a pergunta, se é que existe uma resposta categórica. Ou pelo menos mostrar o que pode fazer a balança pender para um lado ou outro.

Lógico que estamos falando de automóveis mais modernos, especialmente em termos de visual, mas também de mecânica, comodidade e auxílios à condução. O da casa da gravatinha já apareceu na China (onde a nova família, que inclui Prisma e Tracker, está sendo desenvolvida), por enquanto sob a forma do sedã. Mas projeções e esboços dão uma ideia do que vem por aí.

No caso do sul-coreano, como foi o caso na primeira geração, os protótipos foram inclusive avaliados por alguns jornalistas do outro lado do mundo, e o conceito mostrado ano passado no Salão do Automóvel de São Paulo também deu todas as pistas. Ao menos virtualmente ele já apareceu, antecipando o que virá nas formas definitivas.
Também é lógico que uma segunda geração envelhece imediatamente a anterior, assim como altera o percentual de desvalorização. Nesse aspecto, fica claro como esperar é uma boa ideia.

Mas… e sempre tem um mas, como já comentei acima, Onix e HB20 vendidos atualmente têm proposta bastante honesta e um custo-benefício interessante. E das duas, uma: ou os sucessores virão mais caros – até mesmo pelo que trazem de novidades –; ou os modelos 2019 ainda disponíveis ganharão um belo desconto, e um zero quilômetro sempre é um zero quilômetro.

Como a compra de um carro envolve bem mais do que simplesmente o visual e o pacote; e muitas vezes o uso previsto; os custos de manutenção, seguro e o consumo são fatores importantes, não deixa de ser um bom negócio levar para casa um ‘rapa do tacho’. Mesmo porque peças, acessórios e mecânicos capacitados e com conhecimento de sobra de um como de outro não faltarão por um bom tempo.

Não é questão de subir no muro, mas de entender o que se quer e quanto se está disposto a gastar. Virtudes e defeitos haverá no futuro como nos atuais – aliás, muito mais virtudes que defeitos.

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