Gasolina melhor e mais cara a partir de agosto

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Que a gasolina vendida no Brasil ainda deixa a desejar na comparação com a oferecida na Europa e nos Estados Unidos é fato. Não apenas pela octanagem (o poder de queima e eficiência energética). A qualidade do petróleo extraído no país é inferior à de outros grandes produtores e o processo de refino, somado à adição de etanol geram um produto que, nos últimos anos, se transformou em motivo de dor de cabeça para montadoras e proprietários. Com as novas tecnologias de injeção e controle da mistura, não são poucos os casos de detonação (a famosa batida de pino), assim como danos maiores aos motores.

Uma situação que tende a mudar a partir de agosto, quando começa a produção de uma gasolina mais próxima da oferecida nos países desenvolvidos. Fruto de uma consulta popular aberta pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), ouvindo os diversos segmentos envolvidos.

A gasolina brasileira ganhará em octanagem em relação à atual. Das 87 octanas RON, para 92. Além disso, pela primeira vez há a exigência de massa específica mínima (715 kg/m2). De acordo com a estimativa da Associação de Engenharia Automotiva (AEA), o novo combustível proporcionará economia de até 6% em relação ao atual. O que, no entanto, não virá de graça. Ele será mais caro – a Petrobras ainda não confirmou quanto. Mas a promessa é de que o custo/benefício será equivalente, diante da maior distância percorrida por litro. Os 27,5% de etanol seguem na composição.

 

 

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