Harley-Davidson mostra maxienduro e streetfighter que chegam ano que vem

Harley-Davidson Media
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Muita gente não sabe, ou não se lembra, mas a Harley-Davidson já colocou muito as rodas na terra, e não faz tanto tempo assim. Além de preparar protótipos para as disputas de Dirt Track e Flat Track, febre nos Estados Unidos, na década de 1970 ela chegou a produzir motos fora de estrada. Na época, a marca pertencia ao grupo AMF, que também era dono da italiana Aermacchi (e da MV Agusta) e contava com motos de pequena cilindrada para trilhas. Pouco antes do momento de queda que quase colocou o futuro da casa de Milwaukee em risco.

Os anos se passaram e a HD hoje esbanja força e não tem medo de inovar. Aposta nas máquinas de pequenas (para a tradição) e médias cilindradas; lançou uma moto 100% elétrica, a Livewire, que ainda não pegou, é verdade; e já prometia entrar em dois segmentos novos. Primeiramente mostradas como conceitos, a Pan-America e a Bronx aparecem agora no Salão de Milão (EICMA) praticamente como chegarão às concessionárias, em algum momento do ano que vem.

A primeira é uma novidade total, na onda do sucesso da concorrência: uma maxienduro aventureira disposta a encarar os modelos das rivais BMW e Ducati, especialmente. Empurrada pelo V2 Revolution (e que outra arquitetura poderia ser…) de 1.250cc e com potência confirmada (algo que a HD não costuma fazer) de 145cv, com freios Brembo. E preparada para receber cases, malas e alforjes para encarar todos os tipos de estrada mundo afora. Como a pegada aqui é diferente, o motor recebeu um eixo de contrabalanço, que ajuda a reduzir as vibrações, o que pode ter graça nas máquinas clássicas da linha, mas atrapalharia nas trilhas, por exemplo.

Já a Bronx, com o nome de um bairro lendário (e barra pesada de Nova York) mostra sua vocação de guerreira de rua. Ela é uma streetfighter que bebe de duas fontes: além de o visual lembrar bastante o da elétrica Livewire, a receita é semelhante à usada nos tempos da Buell, que chegou a ser comprada pela HD. O mesmo propulsor da Pan-America tem a cilindrada reduzida para 945cc e potência de 115cv e poderosos freios Brembo para parar rápido e bem. Aqui também a preocupação é em reduzir as vibrações.

Configurações definitivas, opcionais e preços virão nos próximos meses, quando a dupla for efetivamente lançada, já como linha 2021.

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