Novo Hyundai Elantra: mais um para a lista da polêmica

Hyundai Press
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Não é só no Brasil que a Hyundai vem causando polêmica com o novo visual de seus modelos. O conceito de ‘Esportividade Sensual’ adotado pela montadora sul-coreana tem torcido alguns narizes, com muita gente lamentando a guinada. O HB20, por exemplo, trocou as linhas angulosas da primeira geração por formas mais sinuosas que tiraram bastante da personalidade do compacto. Algo que não aconteceu, por exemplo, no irmão europeu e asiático i20, bem mais resolvido no assunto.

Pois a mesma coisa acontece com a sétima geração do sedã compacto Elantra, apresentando virtualmente nos Estados Unidos. O modelo, é bom lembrar, chegou a ser vendido no Brasil até 2017 e pode ser encontrado rodando em bom número por nossas ruas e estradas.

O novo Elantra será fabricado sobre uma nova plataforma (K3), com maior comprimento (5,6cm); entre-eixos (2cm) e largura (2cm) em relação ao antecessor. Também está mais baixo, para favorecer a passagem do ar e a eficiência aerodinâmica – sinônimo de menor consumo. De acordo com a montadora, o novo desenho se enquadra na filosofia “Parametric Dynamics”. A grade dianteira com elementos que lembram cristais geométricos agora tem tamanho XG e se integra aos farois com os DRLs. As setas se projetam em direção à carroceria, numa solução discutível.

Nas laterais, os vincos formando um triângulo na região das portas trazem um efeito visual interessante. O teto flutuante traz um resultado que os mais velhos podem associar ao Jaguar XJS. A traseira perde muito do DNA do modelo, com linhas mais ‘turbulentas’ e angulosas, trazendo inspiração do elétrico Ioniq.

Pela primeira vez o modelo conta com uma motorização híbrida: o quatro cilindros 1.6 GDI ganha a ajuda de uma unidade elétrica de 32Kw alimentada por baterias de lítio colocadas atrás da segunda fileira de bancos. Ao todo, o pacote produz 139cv e 27kgf.m. As configurações SE, SEL e Limited são equipadas com o 2.0 MPI de 147cv e 18,2kgf.m. Sempre jogados às rodas por meio da transmissão CVT que os sul-coreanos preferem apelidar de IVT.

O novo Elantra será fabricado nas plantas de Ulsan (Coreia do Sul) e do Alabama (Estados Unidos) a partir do terceiro trimestre. Pode até ser trazido para o Brasil, mas muito dependerá do valor do dólar em relação ao real – se prosseguir a alta se tornaria pouco atrativo.

 

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