O adeus a Lee Iacocca, mais do que o ‘pai do Mustang’

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Ele se foi nesta terça-feira aos 94 anos, na casa em que morava próxima a Los Angeles, mas seu legado para a indústria automobilística ficará para sempre. Num mundo de metal e motores, Lee Iacocca foi dos raros personagens a conseguir prestígio pessoal e se tornar admirado e respeitado. O engenheiro mecânico descendente de italianos que iniciou carreira na Ford com 22 anos preferindo trabalhar no setor de vendas, não precisou de muito tempo para convencer a direção da casa do Blue Oval de que tinha potencial para chegar longe. Com 35 anos, já era vice-presidente, uma meta que havia programado para si próprio.

“Eu apenas contrato pessoas muito melhores do que eu e tento não atrapalhar”, costumava dizer o dirigente que, na década de 1960, conseguiu convencer a empresa da importância de um modelo de visual e performance agressivos, tração traseira, que, a princípio, deveria desafiar o Corvette, da rival GM. Por muitos anos a ideia foi rejeitada, até que Henry Ford II, filho do fundador, aceitasse liberar o orçamento necessário para o desenvolvimento do Mustang. Que já em 1965 se tornou o automóvel mais vendido do mundo no ano.

No fim dos anos 1980, o executivo acabou contratado a peso de ouro pela Chrysler para evitar a falência da marca e revitalizá-la. O que aconteceu inicialmente com a aposta nas minivans, que se tornariam moda na época – a Voyager se tornou sucesso em todo o mundo –, além da compra da Lamborghini. Dodge e Jeep ganharam novo fôlego, que durou ao menos até o começo deste século, quando a recessão nos EUA colocou em risco o futuro das três grandes. A aliança com a Fiat, dando origem ao Grupo FCA, manteve a empresa nos trilhos e premiou a insistência de Iacocca.

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