Que tal um puro-sangue alemão ao invés de um Corolla nacional?!

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Um Classe C com quatro anos de uso sai pelo preço de um Corolla, zero-quilômetros, mas o custo fixo da estrela de três pontas pode assustar
Um Classe C com quatro anos de uso sai pelo preço de um Corolla, zero-quilômetro, mas o custo fixo da estrela de três pontas pode assustar

Talvez, o amigo nunca tenha pensado nisso, mas com o mesmo valor que você paga por um Corolla GLi, zero-quilômetro, dá para levar para casa um Mercedes-Benz. Bom, não estamos falando de um modelo 0 km, como parece óbvio, mas de um C 180 Classic CGI com quatro anos de uso, que sai pelos mesmos R$ 70 mil do Toyota. É claro que essa troca só faz sentido para quem busca status em primeiro lugar e, se este não é o seu caso, é melhor parar a leitura por aqui. Mas se a estrela de três pontas reluz igual ouro na sua retina, dá para pensar seriamente no caso, afinal, o Classe C leva vantagem em tudo e prestígio não tem preço.

O C 180 Classic CGI já sai na frente, em nossa contagem de pontos, logo no primeiro round. Seu motor turboalimentado (1.8 litro 16V) de 156 cv é mais potente que o propulsor flexível 1.8 litro 16V, de 144 cv, do Corolla GLi. Aqui, a tecnologia garante mais força, mas os dados de ambos os fabricantes mostram que o Toyota é mais econômico, principalmente na cidade, onde seu consumo médio é de 11,4 km/l, contra 7,9 km/l do Mercedes-Benz – pessoalmente, nunca vi um Corolla tão eficiente, mas vamos dar crédito aos números da Toyota.

O Classe C é menor por fora, mas maior por dentro e também leva cinco litros a mais no porta-malas – são 475 l de capacidade volumétrica, contra 470 l do Corolla.

O sedã da Mercedes-Benz ainda tem uma construção mais refinada, com suspensão traseira independente – o Toyota usa eixo de torção – além de um trem de força mais avançado, que combina a transmissão automática de cinco velocidades à tração traseira – no Corolla, o câmbio automático Multitronic, de variação contínua (CVT), é combinado à tração dianteira. O C 180 Classic CGI também bate o Toyota no tópico segurança, trazendo controles eletrônicos de tração e estabilidade (ESP), indisponíveis até para a versão topo de linha do Toyota – o mesmo vale para as cortinas infláveis.

No quesito conteúdo, mesmo defasado em relação à geração atual, o Classe C amplia a vantagem com acabamento em couro, volante multifuncional, regulagem elétrica (parcial) para o banco do motorista, climatização automática em duas zonas, piloto automático, sensores crepuscular e de chuva, que não figuram na lista de equipamentos do Corolla GLi. Uma curiosidade é que, enquanto o Corolla atual traz direção com assistência elétrica, o Mercedes-Benz ainda mantinha o sistema hidráulico nessa época – inclusive com válvula de desativação.

Bom, mas nem tudo são flores. Afinal, uma unidade do Classe C com mais de quatro anos de uso já viu sua garantia expirar e, sem ela, seu custo de manutenção assusta até o mais destemido dos motoristas. Apenas para o leitor ter uma ideia da facada, um C 180 Classic CGI com 40 mil quilômetros no hodômetro paga R$ 1.800 nos concessionários Mercedes-Benz só para trocar óleos e filtros – a chamada “revisão B” do modelo. Já o dono de um Corolla GLi terá três anos de cobertura pela frente – uma unidade com quatro anos de uso desembolsa R$ 850 pelos mesmos serviços, na rede assistencial da Toyota.

Se isso serve de consolo, o seguro anual de um C 180 Classic CGI fica entre R$ 2.000 e R$ 3.500, dependendo do perfil do contratante, enquanto a mesma cobertura para um Corolla GLi, zero-quilômetro, fica entre R$ 2.500 e R$ 3.800. Mas a lógica se inverte quando cotamos a cesta de peças dos dois sedãs: levando em conta apenas os itens de desgaste, que são os jogos de amortecedores dianteiros e traseiros, além das pastilhas de freio dianteiras (deixando de fora retrovisor e farol direitos, para-choque dianteiro e lanterna traseira direita), a diferença é de gritantes 333%.

Enquanto a cesta do C 180 Classic CGI sai por salgados R$ 7.175, a do Corolla GLi fica em R$ 1.655.

Como o leitor pode ver, apesar de terem valores de aquisição bem próximos, os sedãs da Mercedes-Benz e da Toyota têm custos fixos distintos e, também aqui, a busca por status cobra seu preço.

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