Suzuki V-Strom: o passado inspira o futuro

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Fim da década de 1980 do século passado. No auge do sucesso das máquinas de grandes cilindradas no Rally Dakar, fábricas como Honda e Suzuki resolveram lançar modelos de produção para concorrer com a pioneira Yamaha Tenerè e as BMW, na época referências entre as ‘maxi-enduro’.

A Honda colocou no mercado a Africa Twin, que recentemente retornou trocando o V2 por um bicilíndrico em linha. Já a Suzuki apresentou sua DR 750 (depois 800), facilmente identificada pela carenagem em ‘bico de pato’ sobre a roda dianteira. E que fez sucesso em todo o mundo como opção aventureira para percorrer longas distâncias e percursos nem sempre regulares.

A linha DR acabou dando espaço às V-Strom, que mantiveram a proposta, com visual renovado e uma pegada bem mais on do que off-road, em meio a uma concorrência que cresceu e ganhou as opções de KTM, Triumph, Ducati e Kawasaki.

Pois 32 anos depois do lançamento da primeira DR, a casa de Hamamatsu resolveu buscar, nela, a inspiração para uma nova geração da V-Strom 1050/1050 XT. Que está sendo mostrada pela primeira vez ao público no EICMA, o Salão de Milão.

A imagem abaixo não deixa dúvidas. A carenagem ‘bico de pato’ está de volta, assim como o farol com elemento único (agora em LED) e as cores mais chamativas. Embora continue sendo indicada para engolir quilômetros no asfalto com conforto e toda a tralha necessária, ela resgata um espírito off-road, graças à suspensão Kayaba (KYB) invertida; aos aros em alumínio; ao guidão em alumínio tapered e ao próprio posicionamento do motociclista no conjunto tanque/assento.

O coração da V-Strom é um novo V2 de 1.030cc e 103cv, com soluções como as duas velas por cilindro, para otimizar a ignição. Mais do que a potência, a preocupação da engenharia da Suzuki foi em garantir torque em baixas rotações. A condução é ajudada pelo controle de tração; ao assistente em subidas (Hill Hold Control System); à central de monitoramento inercial (IMU) e ao LDCS, dispositivo que ajusta as condições de frenagem de acordo com o peso suspenso (garupa, bagagens).

O painel é, na verdade, uma generosa tela LCD concentrando todas as principais informações (modos de pilotagem, consumo, velocidade, autonomia, RPMs, funções ativadas e desativadas). O quadro em dupla trave de alumínio ajuda a conter o peso em interessantes 236 quilos (a seco).

Acessórios

E um dos grandes baratos é o catálogo de acessórios, que inclui cases, malas, protetores extras e todo o tipo de equipamento capaz de deixar a Strom pronta para enfrentar qualquer desafio, mesmo os mais radicais.

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